Durante muito tempo, errar na comunicação causava desconforto, mas era administrável. Se algo não funcionava, ajustava-se o discurso, fazia-se um novo alinhamento e a rotina seguia.
Hoje o contexto é outro.
Com capital mais caro e maior rigor na alocação de recursos, cada investimento passou a disputar espaço com alternativas de retorno direto. O orçamento de comunicação poderia estar reduzindo dívida, financiando expansão ou gerando rendimento financeiro. Essa comparação, explícita ou não, mudou o peso das decisões.
A comunicação entrou na lógica da disciplina financeira. Não basta alcançar público ou gerar visibilidade, é preciso demonstrar impacto concreto: sustentar decisões, reduzir riscos, evitar retrabalho e proteger valor.
O erro passou a ter preço mensurável. Além do custo do material produzido, entram nessa conta o tempo de funcionários de outros setores mobilizados para validar mensagens, fornecedores acionados novamente e horas de equipe consumidas em ajustes. Cada correção é uma nova alocação de recursos.
Essa mudança altera a régua da área: likes no Instagram ou formulários de satisfação deixam de ser indicadores suficientes. O que passa a importar é a capacidade de gerar efeito proporcional ao investimento realizado. Projetos que não alteram comportamento, não sustentam decisões ou não reduzem ruído começam a ser questionados sob a lógica do custo.
Errar na comunicação sempre teve consequência. A diferença é que agora ela também é financeira.
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