As Olimpíadas de Tóquio chegaram inovando. E não foi só por conta de todas as adaptações que tiveram que ser feitas para evitar os problemas decorrentes da pandemia. Esta edição dos Jogos Olímpicos é a mais sustentável da história e bateu recorde de atletas LGBTQIA+, além de ter dado mais audiência ao esporte feminino. Esses feitos inéditos mostram quais são os valores da nossa sociedade atual, que devem, também, ser compartilhados com as organizações.

A sustentabilidade está presente em tudo no evento, inclusive nos detalhes. O alumínio utilizado na tocha olímpica veio de casas temporárias construídas para os desabrigados do tsunami que devastou a região de Fukushima, em 2011. O pódio é feito de materiais reutilizados e até mesmo o objeto mais desejado das Olimpíadas é reciclado: as medalhas foram produzidas com 79 mil toneladas de materiais descartados. Além disso, a maior parte da energia utilizada nos jogos é renovável, vinda de painéis solares e biomassa orgânica (leia mais aqui). 

A diversidade foi destaque desde o primeiro momento. A abertura, com a tenista japonesa Naomi Osaka, negra e filha de imigrantes, acendendo a tocha olímpica foi extremamente representativa. Nas competições, pelo menos 163 atletas LGBTQIA+ marcaram presença, algo inédito na história do evento. E o esporte feminino têm ganho cada vez mais audiência: o futebol e vôlei femininos lideraram a audiência da Globo na primeira semana dos jogos, e a ginasta Rebeca Andrade, jovem negra, aumentou a audiência da emissora em 50% na final de ginástica artística.

É claro que os jogos não são perfeitos, e há muitas manifestações contra atitudes consideradas preconceituosas. Porém, é um passo muito importante o que está sendo dado em Tóquio. Ele reforça um comportamento que deve ser trabalhado em qualquer organização que queira se relacionar positivamente com seus públicos. Afinal, diversidade e sustentabilidade são pautas essenciais para a sociedade.

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